POR QUE ALGUMAS MULHERES PERMANECEM NUMA RELAÇÃO VIOLENTA?

Existem muitos fatores que levam a mulher viver vítima de um relacionamento abusivo e em uma relação violenta. Muitas mulheres chegam a habitar por anos, sendo agredidas e ameaçadas de morte pelo parceiro, mas não se separam. Outras até se separam, denunciam e registram vários boletins de ocorrência em Delegacias e, mesmo assim, continuam a ser agredidas e perseguidas pelo ex-parceiro.

Existem muitas razões para uma mulher não conseguir romper uma relação violenta, são elas:

· Ameaça e medo de apanhar mais ou até de ser assassinada, se colocar um fim na relação;

· Dependência financeira dele (Agressor) e pensar que não vai conseguir sustentar-se ou seus filhos;

· Achar que seus filhos vão culpá-la pela separação;

· Vergonha de que os outros saibam que ela sofre violência;

· Acreditar quando o agressor diz que está arrependido e que não repetirá a agressão;

· Dependência afetiva que faz com que ela pense que o amor dela é tão forte que vai conseguir mudar o seu comportamento;

· Conformação de que a violência faz parte de qualquer relacionamento;

· Pensar que não vai ser levada a sério se for à Delegacia ou não confiar na proteção policial;

· Por sentir-se isolada e sozinha (agressores são em geral muito controladores e ciumentos, o que faz com que aos poucos ela acabe se afastando da família e amigos);

· Pelas chantagens e ameaças do parceiro para impedir o rompimento como: exigir guarda dos filhos, negar pensão alimentícia, ameaçar ir ao trabalho da mulher para fazer escândalo, espalhar mentiras sobre ela, ameaçar se matar, matar a mulher e os filhos, etc.

Entender o ciclo da violência ajuda a entender a dinâmica das relações e a dificuldade da mulher para sair dessa situação.


Ele começa com a fase de tensão, onde raivas, insultos e ameaças vão se acumulando, depois vem a fase do descontrole, com violentas explosões e com agressões de fato. Por fim, chega a fase de fazer as pazes (lua de mel), em que ele pede perdão e promete mudar o comportamento, ou então finge que nada aconteceu, mas fica mais calmo e carinhoso e a mulher acredita que nada mais vai acontecer.

Não se deve julgar a mulher que permanece em uma relação violenta, mas procurar entendê-la e ajudá-la a sair dessa situação com apoio e segurança.


Fonte: Guia da Mulher Paulista

Para baixar o guia completo acesse: www.sansaopereira.com.br/guiadamulher


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